Atividade Física no Tratamento para Depressão

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De acordo com uma pesquisa publicada no periódico especializado Journal of Clinical Psychiatry, pesquisadores do Centro Médico UT Southwestern, nos Estados Unidos descobriram que a atividade física pode funcionar como um segundo remédio para aqueles pacientes que não tiveram resultados e melhora satisfatória à primeira medicação aplicada após o início do tratamento para depressão.

Durante 4 anos profissionais acompanharam voluntários entre 18 e 70 anos de ambos os sexos que haviam sido diagnosticados com depressão. Os voluntários foram divididos em dois grupos e cada um deles teve que realizar  um nível diferente de atividade física.

Ao fim da pesquisa, os médicos notaram que aproximadamente 30% dos pacientes em ambos os grupos atingiram um nível de remissão completa da depressão e outros 20% tiveram uma melhora significativa no quadro.

A pesquisa concluiu também que a prática de exercícios físicos moderados mostraram ser mais eficazes para mulheres com histórico familiar de transtorno mental, enquanto que a prática de exercício de caráter intenso se mostrou eficiente para mulheres que não tinham histórico de depressão na família. Já no caso dos homens que participaram do estudo, a realização de atividades físicas intensas se mostraram mais eficazes, independente do histórico familiar de transtornos mentais.

Isso mostra que a prática de atividade física, seja ela de nível moderado ou intenso, pode auxiliar no tratamento e processo de recuperação do paciente. É claro que os resultados variam de acordo com o organismo de cada um e por isso é importante conversar com o seu médico sobre como se motivar para incluir atividades físicas como parte do tratamento para depressão, lembrando que o tratamento deverá ser adaptado para se adequar à necessidade de cada paciente.

Sabemos que praticar exercícios estimula a produção de endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem estar, o que ajuda a diminuir os níveis de estresse e ansiedade e aliviar os sintomas da depressão. A noradrenalina e serotonina, outros hormônios responsáveis pelo equilíbrio do humor também se estabilizam ao fazer exercícios, sem falar nas melhora estética, da autoestima e autoconfiança.

 

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