Como o Exame de Sangue pode ser útil no Diagnóstico e Tratamento para Depressão

O diagnóstico de depressão geralmente é feito após avaliação realizada em uma consulta psiquiátrica e com um psicólogo clínico. A doença é séria: a Organização Mundial da Saúde (OMS) a considera a principal causa global de invalidez.

É normal se sentir triste ocasionalmente, mas você deve procurar um psiquiatra e psicólogos em Curitiba para diagnóstico e tratamento para depressão quando ela passar a influenciar muito a sua vida. Não demonstrar interesse por atividades que antes eram importantes para você, afastar-se de amigos e família e oscilações de humor muito bruscas são alguns indicadores clássicos da doença.

Geralmente, o diagnóstico acontece depois de uma análise comportamental (estudo do humor e de questionários preenchidos pelo paciente) e exames físicos feitos por um psiquiatra. O exame de sangue serve para eliminar outras doenças que podem causar sintomas semelhantes à depressão, como certos tipos de virose e disfunções na tireoide.

Contudo, pesquisas recentes concluíram que este simples exame pode ser de grande ajuda no diagnóstico e tratamento para depressão.

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A importância do exame de sangue tratamento para depressão

Apesar de a depressão ser uma doença mental, há uma questão fisiológica relacionada a ela: o desequilíbrio químico no cérebro.

É aí que entram os antidepressivos. Estes medicamentos funcionam regulando a atividade cerebral e, consequentemente, atenuando os sintomas da depressão e melhorando a qualidade de vida do paciente.

Contudo, há vários tipos de antidepressivos disponíveis, com diferentes dosagens e princípios ativos. Cada paciente responde aos medicamentos de uma forma diferente, assim, o caminho até o tratamento ideal é percorrido por meio da tentativa e erro: o psiquiatra prescreve um medicamento e monitora a resposta do paciente. Caso ela seja insatisfatória, o tratamento é ajustado.

Porém, um estudo publicado no International Journal of Neuropsychopharmacology (Periódico Internacional de Neuropsicofarmacologia), da Universidade de Oxford, revelou que o exame de sangue pode aposentar o método de tentativa e erro de acordo com determinados marcadores biológicos.

De acordo com a pesquisa, altos níveis dos marcadores MIF e (IL)-1 β estavam ligados a altos níveis de inflamação no organismo dos pacientes. Estas pessoas também apresentaram baixa resposta ao primeiro tratamento para depressão prescrito e demandaram uma abordagem mais complexa.

33% dos observados no estudo tinham altos níveis destes marcadores no sangue. Assim, presume-se que uma quantidade considerável de portadores de depressão também os têm. Ou seja: um simples exame pode tornar a busca pelo antidepressivo ideal mais rápida.

A importância do exame de sangue no diagnóstico da depressão

Outro estudo, da Universidade Northernwestern, nos Estados Unidos, mostrou que o exame de sangue pode facilitar o diagnóstico da depressão. Ele pode ser usado em conjunto com a consulta psiquiátrica e análise comportamental feita por psicólogos clínicos.

A pesquisa mostrou que há 9 indicadores biológicos no RNA (molécula que interpreta o código genético do DNA) humano que podem indicar um quadro de depressão. Estas variáveis também foram capazes de apontar como o paciente responderia à terapia cognitivo-comportamental.

A equipe que conduziu o estudo já havia publicado outra pesquisa semelhante, relativa aos marcadores genéticos da depressão em adolescentes. A conclusão foi de que também há variáveis no RNA que influenciam no quadro de depressão nesta faixa etária, mas elas são diferentes daquelas presentes em adultos.

 

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