Como o tratamento para esquizofrenia evoluiu ao longo do tempo

Delírios, isolamento e apatia: a esquizofrenia faz com que o doente apresente sintomas que não condizem com sua personalidade. Ele pode, até mesmo, adotar condutas antissociais.

Por esta razão, trata-se de uma enfermidade muito incompreendida: muitas pessoas não conseguem separar a personalidade do doente daquilo que é causado pela doença.

Porém, com a evolução da psiquiatria, conheceu-se mais sobre ela, suas causas, modos de tratá-la e atenuar os sintomas. Desta forma, o tratamento para esquizofrenia atual é completamente diferente dos primeiros protocolos.

Tratamento para equizofrenia

O que causa a esquizofrenia?

Há registros com milênios de idade que relatam casos de pessoas com sintomas que, sob o ponto de vista atual, seriam condizentes com a esquizofrenia.

Não há grandes discrepâncias de incidência entre gêneros, regiões e situações econômicas – por mais que se acredite que as mulheres estejam um pouco mais protegidas devido ao efeito de seus hormônios sexuais. Assim, hoje se trabalha com a esquizofrenia como uma doença de raiz fisiológica.

Há, também, um importante fator genético: uma pessoa com parente direto esquizofrênico tem um importante aumento na chance de desenvolver a doença.

Qual foi o primeiro tratamento para esquizofrenia?

Como os sintomas da esquizofrenia podem ser assustadores para quem desconhece a doença, o primeiro “tratamento” consistia na internação dos pacientes em sanatórios.

Aos poucos, foram feitas descobertas sobre tratamento para esquizofrenia. Manfred Sakel, por exemplo, testou a convulsão induzida pelo choque de insulina. Ladislaus von Meduna aprimorou a técnica: ele ainda usava as convulsões como tratamento para esquizofrenia, mas usava o metrazol para provocá-las.

Quais foram os avanços mais importantes do tratamento para esquizofrenia?

O italiano Ugo Cerletti aprimorou tanto a técnica da insulina quanto do metrazol. O resultado foi a terapia de eletrochoque, usada por décadas em pacientes com diversas doenças mentais. Contudo, este é um tratamento que, devido à maior compreensão das doenças mentais e ao desenvolvimento de medicamentos mais potentes, caiu em desuso.

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No início da década de 1950, houve um avanço importantíssimo: o lançamento dos primeiros antipsicóticos, como a Clorpromazina e o Haloperidol. Foi a partir daí que os pacientes passaram a apresentar melhoras significativas.

Nos anos 1990, foram lançados mais medicamentos, os chamados antipsicóticos de segunda geração.  O tratamento para esquizofrenia feito com eles tem mais chances de sucesso devido aos índices mais baixos de efeitos colaterais e consequente abandono do tratamento.

Qual é o protocolo de tratamento atual?

A esquizofrenia é uma doença crônica, assim, o portador deve seguir com o tratamento por toda a vida. Caso ele deixe de seguir as recomendações do médico, pode desenvolver uma nova crise. Via de regra, ele deverá tomar medicamentos antipsicóticos e fazer terapia.

Vale ressaltar que há instituições que trabalham com os portadores da doença, de modo a reinseri-los na vida social. Contudo, no caso de pacientes com quadros mais graves, pode ser que não exista a possibilidade de que eles vivam de forma independente.

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