Anestésico pode se tornar um novo tratamento para depressão refratária

Hoje trazemos uma notícia uma positiva. Um anestésico que já é conhecido há muito tempo teria ação antidepressiva potente e poderia ser um tratamento para casos que não responde ao tratamento convencional.

O trecho que você pode conferir a seguir foi retirado do Saúde Abril e escrito por Ricardo Zorzetto da Agência Fapesp.

tratamento para depressão

Novo tratamento para depressão

Em setembro de 2018, a farmacêutica Janssen apresentou à agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) um pedido de registro de uso novo para uma medicação antiga. O laboratório solicitou que o anestésico cetamina, sintetizado nos anos 1960, possa ser empregado contra a depressão que não cede aos antidepressivos, chamada de refratária ao tratamento (ou depressão resistente).

Nos últimos 20 anos, um número crescente de estudos sugere que, em doses baixas, a cetamina tem ação antidepressiva potente e rápida. No entanto, de fato a maior parte desses experimentos foi conduzida com poucas pessoas e por um período curto.

De qualquer jeito, uma única aplicação de cetaminada, injetada no músculo ou na corrente sanguínea, seria capaz de reduzir de modo significativo e relativamente duradouro (cerca de uma semana) a tristeza, a desesperança, a falta de motivação, a baixa autoestima e até os pensamentos suicidas que às vezes acompanham a depressão severa.

“Em doses de dez a 20 vezes inferiores às usadas na anestesia, a cetamina é um medicamento que ajuda a tirar a pessoa do fundo do poço”, afirma o psiquiatra Acioly Lacerda, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um dos pioneiros no uso experimental da droga contra a depressão no Brasil.

Você pode ler o texto na íntegra clicando aqui.

 

LEIA TAMBÉM  Suicídios poderiam ser evitados com o diagnóstico e tratamento corretos

Você também poderá se interessar por…

>> Ansiedade: o que é, transtornos, fatores de risco e tratamento

>> Depressão e desanimo atingem 59% dos desempregados, diz pesquisa

>> Suicídio: avaliação de risco, mitos e fatos e tratamento midiático