O que define a nossa personalidade?

Para a psicologia a personalidade é um conglomerado de características que irão determinar a nossa forma de se relacionar com o mundo. Que características são essas? A forma de você se comunicar, agir, pensar, sentir, vestir e tudo aquilo que vai lhe dar singularidade.

Provavelmente alguém já deve ter lhe falado que você tem a personalidade forte ou é uma pessoa mais calma. Talvez estressada, agitada, sério. São muitos os adjetivos que nos dão e que às vezes nós mesmos acabamos comprando a ideia. É um olhar do outro e um olhar nosso para nós mesmo.

Algumas marcas ou traumas podem influenciar a personalidade e consequentemente toda a maneira de se relacionar com o mundo. Você também já deve ter escutado, “nossa, você está tão diferente”!

O fato é que é totalmente normal que o nosso modo de agir em alguns aspectos vai se alterando com o passar dos anos. O que não é normal é uma mudança repentina de um dia para o outro ou quando os traumas não superados começam a afetar a rotina.

Obviamente que depois de uma perda, talvez de um amigo, parente e até animal de estimação, você passe por um momento de reflexão. É normal na fase do luto passar por momentos de tristeza, de ficar reclusa em casa. Agora, se isso perdurar por muito tempo, fique atenta, isso é um sintoma de depressão!

sintomas de depressão na adolescência

 A contribuição de Freud

Freud (1856-1939) é considerado o pai da psicanálise e ajudou a entender a personalidade com o seu conceito de como funciona a mente humana. Para Freud ela é composta pelo ID, pelo ego e pelo superego.

Eles são construtos, ou seja, a ciência não tem como comprovar se eles ficam em uma região específica do cérebro, somente que eles se organizam de alguma forma dentro da nossa mente.

ID

O ID é o nosso inconsciente. Ele é maior parte da composição da nossa mente e é dele que vem os nossos instintos como fome, necessidades fisiológicas, desejos sexuais, alertas de proteção. Um bebê, por exemplo, é ID puro. Ele não tem nenhum tipo de conhecimento da realidade e só chora porque o seu ID lhe informa que é hora de comer (instinto).

 

Superego

Já o superego é formado quando temos uma capacidade de entender a realidade. Ele pode ser entendido como regras que decidimos o almejamos seguir. Por exemplo, eu quero ser uma médica porque acho que é uma profissão onde me realizarei. Não quero fumar porque acho isso errado. Enfim, são regras morais, modelos ideais, impostos pela sociedade (e por nós mesmos).

 

Ego

Entre esses dois existe o ego. O ego pode ser entendido como um feixe de luz que aponta para realidade, registra ela de alguma forma, retornando para a nossa mente criando marcas para guardar esse registro.

Ou seja, é assim que um bebê que é ID puro, aos poucos aprende a falar mamãe e papai. Todo o conhecimento que nós adquirimos é por meio desse processo de registro do ego – não só visual, mas sensorial em todos os níveis: audição, visão, sinestesia, paladar, olfato.

O ego também equilibra as pressões do ID e as pressões do superego.  Como isso funciona? Vamos supor que esteja em uma praça de alimentação de um shopping. Chega o seu pedido, um macarrão ao molho bolonhesa, porém não tem talheres.

O seu ID, responsável pelo instinto vai mandar um alerta incentivando-a comer com as mãos porque a necessidade da fome precisa ser suprida. Já o superego, vai mandar um alerta para que você não coma com as mãos porque você irá passar vergonha, ou seja, romperá com os modelos morais que segue. É o ego que irá mediar essa disputa e decidirá qual a melhor atitude a ser tomada.

 

Qual a relação dos sintomas de depressão com o modelo freudiano?

Os sintomas de depressão podem ocorrer devido à frustração.  Muitos casos de depressão na adolescência decorrem de pressões externas, seja da família, da escola, da sociedade. Uma mãe que obriga a filha a ser bailarina porque foi um sonho pessoal está impondo um modelo a ser seguido. A escolha da filha em não seguir pode ser um processo doloroso para ambas.

Outra questão é que algumas decisões que o ego faz, no meio dessa guerra entre ID e superego, são tão difíceis ao ponto de traumatizar. Os traumas influenciam na personalidade e isso vai repercutir no relacionamento com amigos, família, no trabalho.

Alguns distúrbios psicológicos como comportamento passivo-agressivo, anorexia, transtorno bipolar, depressão e muitos outros tem relação intrínseca com a personalidade. Às vezes o motivo de determinado distúrbio pode estar lá atrás, em algo da sua infância ou em algum momento que não soube superar.

Se você não sabe como tratar a depressão procure uma clínica especializada ou médicos psiquiátricos que possam te auxiliar a identificar o seu problema.

 

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