Pesquisadores buscam biomarcadores da depressão e da esquizofrenia

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O grupo de pesquisa coordenado pelo professor Daniel Martins de Souza, do Departamento de Biologia, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, responsável pelo laboratório de Neuroproteômica (onde se estudam doenças como a depressão e a esquizofrenia), dedica-se a desvendar duas das principais doenças neuropsiquiátricas: a depressão e a esquizofrenia.

As linhas de pesquisa no laboratório estão voltadas para as ações das proteínas em relação às funções cerebrais.  De acordo com o grupo, proteínas do sangue podem indicar quais são as melhores dosagens e substâncias para eficácia no tratamento.

São dois objetivos: 1) Descobrir quais são as proteínas que estão associadas à essas doenças e seus mecanismos de atuação e 2) localizar biomarcadores, que são as moléculas produzidas pelo organismo e que possam estar relacionados com os estados físicos identificados como depressão ou esquizofrenia.

Atualmente ainda são desconhecidos os biomarcadores ou seja, as proteínas que possam estar associadas a essas doenças. Isso significa que não é possível identificar indivíduos com quadros de depressão ou esquizofrenia através de um exame de sangue, uma vez que não se sabe quais são as proteínas que permitem identificar essas doenças.

O diagnóstico tanto para depressão quanto para esquizofrenia é feito pelo psiquiatra, através de perguntas ao paciente e testes baseados em pontuação, o que gera um diagnóstico um pouco subjetivo. Mesmo diante disso, os profissionais lidam bem com os diagnósticos, o problema maior é no momento de escolher qual a melhor medicação e a dosagem adequadas para tratar o paciente.

A depressão está relacionada ao humor e em geral apresenta quadros de tristeza enquanto a esquizofrenia apresenta comportamentos psicóticos. Em nenhum dos casos, o psiquiatra tem apoio molecular para indicar o melhor tratamento e qual a dosagem mais adequada, e precisa portanto se basear em suas experiências profissionais, com base em tentativas e erros. Por aí, é possível saber a importância das pesquisas realizadas no Laboratório de Neuroproteômica do IB.

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