A Depressão pode ser combatida com uma Viagem?

A depressão é um dos distúrbios mentais que mais atingem a população mundial. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), pelo menos 4,4% das pessoas no mundo enfrentam a doença. No Brasil, 5,8% da população tem o transtorno.

Por isso, não é de se estranhar que pacientes diagnosticados busquem um remédio para depressão alternativo, que proporcione bons resultados e melhore a qualidade de vida como um todo.

É aí que viajar surge como opção. Também pudera: o turismo possibilita uma mudança de cenário, o que leva o paciente a pensar que essa pode ser uma atividade perfeita para acabar com a depressão.

Mas, será que a viagem é realmente a melhor maneira de combater esse tipo de distúrbio mental? Saiba aqui e entenda quando conhecer novas pessoas e lugares é a melhor opção!

viajar para combater a depressão

Viagem acaba com a depressão?

Segundo especialistas na área (psicólogos e psiquiatras), a viagem não é um tratamento definitivo para a depressão. Em casos específicos, ela nem ao menos costuma ser recomendada.

Basta lembrar que um dos principais sintomas da depressão é a falta de prazer em fazer atividades, apresentando um desinteresse pelo novo. Por isso, pacientes com depressão, especialmente a profunda, não reagirão bem às situações novas proporcionadas pela viagem.

Então, como vencer a depressão? A melhor forma de combater esse transtorno ainda é com acompanhamento médico e tratamento para depressão adequado. O paciente passa por uma avaliação com um profissional, que lhe indicará a melhor forma de tratar esse transtorno.

Na maioria dos casos, o tratamento de depressão é realizado tendo como base uma combinação do uso de antidepressivos com a psicoterapia, método que proporciona ótimos resultados em curto e longo prazo.

Quando a viagem é recomendada?

A viagem só é indicada por especialistas quando o paciente tem depressão leve ou já está em tratamento medicamentoso e psicoterápico e apresenta uma melhora visível.

Além disso, a viagem é recomendada apenas quando a pessoa demonstra interesse pelo tema. Em casos assim, sair da rotina, conhecer pessoas de outros países e ter novas experiências pode ajudar no tratamento da doença.

Um dos diferenciais é que a viagem faz com que a pessoa saia da sua zona de conforto e mude determinados padrões comportamentais, fazendo com que aprenda a socializar e a se comunicar melhor, por exemplo.

Por isso, a viagem pode ser, em algum momento do tratamento, um excelente suporte para proporcionar ao paciente vivências diferenciadas e estimular novos comportamentos.

Como escolher a viagem perfeita

Se adotar a viagem em algum momento do tratamento, uma dica essencial é saber escolher o destino ideal, aquele que proporcionará uma experiência inesquecível e gerará novos comportamentos.

Uma excelente sugestão é sempre optar por locais que despertam o interesse do paciente, seja por conta de um ponto turístico, um festival ou qualquer outra atividade. Assim, as chances de aproveitar melhor a viagem são grandes.

Outra boa orientação é evitar lugares que tenham a ver com fatores que levaram ao surgimento da depressão. É o caso de experiências traumáticas. Locais ligados a elas devem ser evitados, pelo menos em um primeiro momento.

 

Para saber mais:

 – Depressão cresce no mundo, segundo OMS; Brasil tem maior prevalência da América Latina (G1).

– Quando viajar pode ser uma terapia (Veja).

– Viajar sozinho(a) é descobrir o prazer da própria companhia. Experimente (Correio Braziliense).

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>> 7 sinais para procurar um profissional de saúde mental. Leia aqui.

>> Como identificar a depressão. Leia aqui.

>> As particularidades da depressão em idosos. Leia aqui.